Tendência na arquitetura para 2026.

Tendência - 21.11.2025

Tendência na arquitetura para 2026.

1) Arquitetura regenerativa: edifícios que devolvem mais ao ambiente do que consomem.

Se a sustentabilidade “de verdade” foca em reduzir e medir impacto, a tendência forte para 2026 vai além: projetos que restauram o ecossistema. Entram aqui soluções como fachadas e coberturas ativas (captura de carbono, geração de energia, conforto térmico passivo), reuso total de água, paisagismo funcional (biodiversidade, sombra urbana, produção de alimento) e materiais de carbono negativo. A lógica é o edifício deixar de ser “menos ruim” e passar a ser um agente de reparo ambiental, especialmente em áreas urbanas.

 

2) Industrialização + digitalização: obra mais rápida, precisa e inteligente.

A construção industrializada ganha ainda mais peso: pré-fabricação, sistemas modulares, Light Steel Framing, parede de concreto e processos que tiram parte do canteiro e levam para fábrica. Em paralelo, BIM avançado, gêmeos digitais e automações elevam produtividade e controle de qualidade. No Brasil, essa combinação aparece como resposta direta a custo, prazo e falta de mão de obra qualificada, tornando o setor mais eficiente e previsível. 

 

3) IA no processo criativo e operacional.

A inteligência artificial deixa de ser “ferramenta curiosa” e vira parte do fluxo: estudos volumétricos rápidos, simulações ambientais, otimização de layout, análise de custo x performance e personalização em escala. A arquitetura fica mais orientada a dados, sem perder autoria — usando IA como ampliadora de repertório e tomada de decisão. 

 

Passando desses três grandes eixos, outras tendências vêm como consequência direta deles. A natureza entra de forma mais integrada, com biophilic design evoluído: não é só ter plantas decorativas, mas criar ambientes que melhoram bem-estar com luz natural, ventilação cruzada, materiais orgânicos, jardins produtivos e até paisagens sonoras e sensoriais. Isso conversa com uma demanda crescente por espaços saudáveis, tanto em residências quanto em escritórios e áreas públicas. 

A requalificação e o retrofit também sobem de patamar. Em vez de demolir e construir do zero, 2026 reforça o reaproveitamento de estruturas, revitalização de centros urbanos e transformação de usos (galpões virando residências, prédios antigos virando espaços mistos). É uma resposta econômica, cultural e ambiental ao mesmo tempo. 

No urbanismo, cresce a lógica de cidades mais compactas e de uso misto, inspiradas no conceito de “cidade de 15 minutos”: moradia perto de trabalho, lazer e serviços. Isso impulsiona projetos com térreos ativos, soluções de mobilidade suave, integração com comércio e vida de bairro. 

E, por fim, a estética acompanha essas transformações: materiais naturais aparentes (madeira engenheirada, pedra, argila, concreto com melhor performance), texturas honestas, paletas mais terrosas e acolhedoras e um “menos cenográfico, mais sensorial”. A beleza vem cada vez mais do conforto, da durabilidade e da identidade real do espaço. 

Em resumo, 2026 consolida uma arquitetura mais responsável, tecnológica e humana: edifícios que poluem menos, constroem melhor, se adaptam ao clima, reaproveitam o que já existe e criam experiências de bem-estar mais profundas.

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